sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

You'd think that by now I'd know how to say good bye.
Truth be told:
It's even harder

domingo, 12 de dezembro de 2010

Anjinho

- Que pequenas asas tem você!
Tão pequeno! Tão fofinho!

 - Será que lhe adianta dizer
Que meu nome é Gabriel?

domingo, 5 de dezembro de 2010

life

And I knew, that somewhere, inside my heart, she was hiding. Waiting for the perfect moment to arrive, so that she could remind me of what it feels like to cry without eyes.
And she knew that hurting me was just another way of hurting herself, but she couldn’t stop. She couldn’t stop being seriously injured by her own words.
And we both knew that memories would come back to hunt us in the near future. And, as much as I would be willing to, I will not refrain those memories anymore. Come and try to kill me.
Come, memories from a past yet to be lived. Come so I can see your face and be proud to say that I made it. I've kept on living.
Come, so that I can remind her that those memories can only hurt my past. Because my present is stronger.
I know I’ll die one day. But it will not be because of some stupid letters that were left by nobody. I won’t accept it.
Death can wait a little longer for me.  Death will have to wait.
I’ve just started living.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Quem dera certas verdades fossem mentiras.
Que fossem simples mentiras.
Que não fossem
Verdade

Mentira
Se fosse assim
Se verdades fossem mentiras
Se não precisasse mentir para mim

Eu
Seria
Tão
Mais
Feliz

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sliced

V        E
I         L
V        E
E        M
U         I
           F
V        R
I         O
V        P
E        E
U
M        S
A        O
I          L
S         E
U        D
M       A
P         S
O        E
U        P
C        E
O        V
           E
C        T
R      
E
S         S
C        O
E         H
U         L
            I
C         F
A         S
S         O
O         U
U         O
-           I
S          R
E          C

       T
       E
       V
       E
       F
       I
       L
       H
       O
       S
se suicidou numa tarde de sábado.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A Inveja Desenterrada do Diário de Helena Palma


Jorge Magalhães
de Oliveira

Dia 15 de agosto

Levanto, então, o meu sorriso mais verdadeiro. Tento. Porém já não consigo. O que me vem aos lábios é apenas uma fenda sarcástica que enveluda meus pensamentos e imperializa a minha falsidade. A grande coroa de Rainha do submundo deveria vir para mim que sou falsa mesmo em frente ao espelho. Que descasco em noites úmidas. Que escrevo mentiras para satisfazer meu ego. Que desenho o destino alheio.
A minha mão encontra as costas daquela que me abraça com tanta ternura, e repete o gesto feito em mim pelas mãos amáveis dela. Só que o único desejo daquela mão é afastá-la como uma infectada. Nojenta. Pútrida. Irritante. Monopolizadora. Arrogante.
Ah, mas se ela soubesse do que tenho guardado dentro de mim e do tamanho de minha paciência perceberia que meus dentes nunca estiveram tão amarelos. Perceber é o problema dela. Não percebe. NUNCA. Continua burra acreditando que a amamos, que realmente gostamos dela. Que simplesmente nunca lhe passou pela cabeça que todos os sorrisos a ela direcionados já foram, pelo menos uma vez, falsos por todas as pessoas que a circundam.
Como é ingênua, a ponto de parecer idiota, esta menina. Se joga em cima de garotos como se os lábios alheios fossem carne que não come a anos, e a saliva fosse água doce que lhe saceia a sede de morte. Como é ingênua por não perceber que é usada. Como é ingênua por não perceber que ele me ama. E não a ela.
E, por mais que eu tente localizá-la neste mundo podre que é a terra, ela se mantem radiante e estúpida. O sol da manhã nunca dorme dentro de seu pequeno corpo. Corpo horroroso. Cabelo Seboso. Espinhas inflamadas. Engorda sua louca desvairada! Que ainda falta para você atingir o meu conceito de acabada. Come este docinho que fiz especialmente para você, e que infelizmente não tive a decência de colocar cianureto na receita. Engole este pedaço de gordura e fique gorda. Gorda e mais gorda.
Por incrível que pareça eu gosto dela. Desta imbecil. Gosto de verdade. Só que o saco está enchendo de ar e prestes a estourar. Só que o saco não para de encher. E o saco não para de chiar.
Então, melhor cortar este mal pela raiz de seu cabelo, raspando tua cabeça até ficar lisa e pelada, brilhando como bola de bilhar. Enfiar-lhe goela abaixo líquidos com álcool e forçar-te uma cirrose. Fuma este bagulho e fique viciada. Grite de dor enquanto espanco sua cara. Seu lindo rosto de cavalo com expressão azeda e vazia.
E ainda gosto de você. Minha nossa. Como sou falsa.
Que felicidade.

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Helena Palma, uma de minhas personagens mais queridas. Tão repugnante que a amo do fundo do meu coração. Ela veio bem a calhar neste momento de raiva, a vejo como um lado meu que não aparece muito, só que quando aparece sempre é uma surpresa. No início este excerto não falava sobre inveja, porque não a sentia. Só que vi no que escrevi um desabafo de Helena sobre sua inveja. Talvez a personagem invejada dê as caras um dia desses. Seu nome veio de uma professora de balé de minha irmã, porém são personalidades completamente diferentes. Espero que Helena e sua visão medonha de mundo consigam voltar a vez a luz com este blog.